segunda-feira, 9 de julho de 2007
A chuva hoje contou segredos ao profeta, e o sol brilhou por alguns instantes. Com um semblante quase triste, o sol parecia sentir vontade de falar mas tinha medo, tanto medo. Medo de admitir o medo, medo de revelar o medo, com segredos e segredos, medo da revelaçao de tais segredos. No fundo aquele que sente mais medo é ele, e nao é capaz de honrar esse sentido que abraçou, mesmo quando se calam as cordas vocais quando tenta falar com a luz de um anoitecer ainda por cumprir-se. E em seus sofas de prata, junto com seus companheiros de morada, quem sabe conseguira dormir tranquila a sua amada, feliz na ausencia crua de seus sorrisos, sua dama com maneiras estranhas, sua princesa misteriosa. O camaleao adormecido vibra no seu peito de anciao. Quem sabe deve convidar o sol para o espetaculo das cores, liberta-lo de sua baixa influencia sobre suas escamas. No fundo, é ele quem sente mais medo, ele, o profeta. E tem medo de admitir o medo, medo por revelar o medo, medo de meus segredos, e da revelaçao de tais segredos. A morada do palhaço tem portas largas, e daquela maçaneta tem recordaçao. Nao deveria entrar no circo, nao tem cores suficientes para o circo, nao tem sorrisos suficientes para a felicidade dos outros, nem tem monociclos para saltar no fogo. Precisa encontrar a chave, a chave para a porta dos fundos, onde se pode ver o espetaculo sem lagrimas silenciosas.

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